A ALIMENTAÇÃO DAS ARANHAS

 

 

 

 

 

As aranhas, assim como a maioria dos outros aracnídeos, são predadores (carnívoros), alimentando-se predominantemente de insetos, além de outros aracnídeos também (inclusive outras aranhas = canibalismo). As grandes espécies de aranhas podem também capturar pequenos vertebrados, como filhotes de aves e de camundongos, por exemplo.

As presas podem ser capturadas ativamente ou em armadilhas sedosas (teias), dependendo do comportamento da aranha.

Nas aranhas construtoras de teias, a visão não se encontra bem desenvolvida, porém estas são muito sensíveis à vibrações. Desta forma podem determinar, a partir das vibrações no cordão, o tamanho e a localização da presa capturada, sendo que muitas espécies de aranhas respondem a estímulos diferentes com padrões de ataque também diferentes.

Comumente, tanto as aranhas tecedoras como também as errantes, possuem o hábito de enfaixar a presa capturada em seda, antes ou depois de picá-la. O enfaixamento auxilia na imobilização da presa ou na sua fixação, na teia ou em posições elevadas na vegetação (no caso das aranhas de hábito errante).

Acredita-se que as formas errantes derivaram de ancestrais construtores de teias, através da perda deste hábito.

A maioria das aranhas possui um tufo de pêlos adesivos (escópulos) atrás das garras terminais, que auxiliam na adesão a superfícies e na captura da presa.

Certas aranhas utilizam-se da estratégia de tocaia. Muitas aranhas- caranguejo, por exemplo, aguardam insetos em botões de flores, emboscando-os no momento do pouso.

As aranhas errantes produzem uma linha de reboque, e algumas aranhas de solo amarram a presa correndo ao redor dela.

Ao picarem suas presas, as aranhas injetam enzimas digestivas pelas quelíceras, sugando posteriormente os tecidos digeridos (este comportamento caracteriza as aranhas que não possuem dentes nas quelíceras). Por outro lado, as que possuem estes dentes (diversas caçadoras), literalmente mastigam suas presas, auxiliando a digestão com as enzimas digestivas, que escorrem pela boca. Os restos esqueléticos indigeríveis são descartados como um bolo.

 

 

 

 

 

 

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